O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, sinalizou ao presidente Lula que levará ao plenário da corte os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A conversa ocorreu na última sexta-feira (4/9), no Palácio do Planalto, antes de um evento de sanção de projetos relacionados ao Judiciário, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
Também participavam do encontro o procurador‑geral da República, Paulo Gonet; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Felipe Salomão; o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva; e o advogado‑geral da União, Jorge Messias. De acordo com a reportagem, Fachin demonstrou insatisfação com a forma como Moraes e Mendonça conduziram a crise no Supremo e afirmou que os assuntos são muito sérios e devem ser tratados com o critério devido.
A decisão de pautar o debate em plenário formaliza um encaminhamento institucional: em vez de manter as discussões na periferia, o presidente do STF busca levar a controvérsia ao colegiado. Esse movimento tende a ampliar o escrutínio sobre as condutas dos ministros e acende alerta para a coesão interna da corte, além de criar nova fonte de tensão entre o Judiciário e o Executivo.
Para o governo e para os próprios ministros envolvidos, a tramitação no plenário implica exposição pública e pressão política. A iniciativa de Fachin, noticiada pela Folha, revela que a Suprema Corte opta por enfrentar a crise pelo rito institucional — o desfecho dependerá agora do calendário da corte e do posicionamento dos demais ministros.