Televisão e redes sociais viraram base de lançamento para uma leva de candidaturas nas eleições de 2026. Apresentadores, atores, jornalistas e ex-participantes de reality shows tentam transformar audiência em voto, oferecendo aos partidos alcance imediato e narrativa de identificação popular.
A lista reúne nomes com experiência política e estreantes. Jean Wyllys, vencedor do BBB5, filiou-se ao PT em fevereiro de 2026 e tenta retorno ao Congresso por São Paulo. Vereadores e ex-BBBs também marcam presença: Adrilles Jorge (vereador em São Paulo, ex-BBB15) tenta a Câmara; Matteus Amaral (BBB24), Gyselle Soares (vice do BBB8) e Vivian Amorim (vice do BBB17) disputam vagas por PP e União Brasil.
Figuras do jornalismo e do entretenimento oficializam candidaturas: Rachel Sheherazade, após passagens por SBT e Record e participação em A Fazenda 2023, disputa vaga federal por São Paulo (PSD); Geraldo Luís estreia pelo Avante; José Luiz Datena retoma a tentativa por uma cadeira federal em São Paulo e encerrou contrato com a EBC em junho. Entre outros nomes confirmados estão Sikêra Júnior (Republicanos), Silvia Abravanel (PSD), Manoel Gomes, José de Abreu (PT, convidado por Washington Quaquá), Humberto Martins (Democracia Cristã) e Andréa Sorvetão.
A estratégia partidária é clara: converter visibilidade em votos. Mas o movimento acende alerta sobre o risco do personalismo e sobre como transformar popularidade em capacidade legislativa e articulação institucional. Para o eleitor, a oferta amplia escolhas, mas também impõe um teste: avaliar se nomes de apelo midiático têm projeto e preparo para legislar.