O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou como inaceitável a alteração que tirou o nome do senador do PL e o vinculou ao partido Missão. Marinho afirmou que a situação não pode ser tratada como brincadeira às vésperas do período eleitoral e pediu punição para os responsáveis, defendendo providências da Polícia Federal.

O problema veio à tona quando a equipe jurídica tentou registrar a candidatura no Tribunal Superior Eleitoral e encontrou Flávio listado como filiado ao Missão, legenda do também presidenciável Renan Santos. Em nota, o TSE descartou falha sistêmica: a alteração não foi fruto de hackeamento, mas de uso indevido da ferramenta por quem possuía credenciais da legenda.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, encaminhou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária. A movimentação institucional transforma o caso em foco de investigação e coloca pressão sobre o Missão e sobre a organização do próprio PL, que terá de explicar como alguém teve acesso para efetivar filiações indevidas.

Do ponto de vista político e operacional, o episódio complica a agenda da campanha: além de impedir momentaneamente o registro da candidatura, expõe vulnerabilidades no controle de credenciais partidárias e gera custo reputacional. Resta à apuração definir responsabilidades e eventuais sanções, enquanto a disputa eleitoral ganha mais um elemento de incerteza.