O senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (8/5) para atacar o Partido dos Trabalhadores pelo tratamento dado ao caso do Banco Master. Na gravação, ele afirma que petistas resistiram à criação da comissão parlamentar de inquérito e agora, segundo ele, tentam “posar de defensores” da investigação diante da repercussão do episódio.

Ao denunciar a mudança de discurso, Flávio disse que a oposição e ele assinaram a CPI e acusou o PT de tentar se apropriar do protagonismo das apurações após a ampliação da pressão pública. Na mesma mensagem, citou nomes ligados ao entorno do governo — entre eles Rui Costa e Jaques Wagner — e mencionou outros atores políticos, sugerindo conexões que, para o senador, justificariam a abertura da comissão.

O ataque tem óbvio recorte eleitoral. Pré-candidato à Presidência, Flávio intensifica o confronto com o PT para consolidar uma narrativa de combate à impunidade e de vigilância sobre o governo. A ofensiva tende a alimentar o embate entre oposição e base governista nos próximos dias, obrigando o Palácio e o partido a reagirem ou a detalharem sua posição sobre a CPI para evitar desgaste político.

Do ponto de vista institucional, a polêmica desloca o foco para o rito parlamentar: mais do que o efeito imediato sobre a investigação, há um jogo de narrativas em disputa — quem pediu empenho, quem freou a comissão e quem tenta se beneficiar politicamente. Para o PT, a acusação representa um desafio de comunicação; para Flávio, é um movimento calculado que pode reforçar seu perfil oposicionista, mas que também o submete ao escrutínio das mesmas suspeitas que levanta.