A sinalização pública do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em favor do fim da escala 6x1 provocou surpresa entre representantes do mercado financeiro e obrigou a coordenação de sua candidatura à Presidência a agir nos bastidores. Segundo relatos, o gesto destoou das expectativas de empresários e de interlocutores que acompanham a agenda econômica do PL.
Após a manifestação, a coordenação da campanha ligou para associações e contatos do setor na tentativa de minimizar o desconforto. O objetivo declarado nos telefonemas foi acalmar interlocutores e evitar que a declaração ampliasse resistências à candidatura entre investidores e atores do mercado.
Fontes ouvidas por bastidores afirmam que a interlocução ajudou a 'arrefecer' a reação inicial, mas o episódio expõe uma contradição de imagem: a sinalização pública de uma mudança sensível em proposta trabalhista entra em choque com a narrativa esperada por setores que valorizam previsibilidade e compromisso com reformas pró-mercado.
Politicamente, o episódio acende alerta para a campanha: além de aumentar a necessidade de coordenação de discurso, a surpresa suscitada pelo aceno pode gerar pressão interna por ajustes e forçar a equipe a explicitar limites e prioridades. Para o mercado, a declaração reaviva dúvidas sobre o alinhamento entre posições públicas e a agenda econômica que a candidatura pretende defender.