O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, no Flow Podcast, que os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes estariam tentando interferir diretamente nas eleições gerais. Ele formalizou a acusação ao qualificar atos da Suprema Corte como ação coordenada contra representantes da direita.
No cerne da reclamação está a leitura de que a Primeira Turma do STF passou a funcionar como um 'atalho' do Tribunal Superior Eleitoral, assumindo competências que, segundo o parlamentar, caberiam ao TSE. Flávio citou especificamente a decisão de Dino que determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como exemplo de tendência punitiva.
O senador também apontou medidas do ministro Alexandre de Moraes — entre elas a suspensão por 90 dias de sua permissão para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — e a condenação do irmão, Eduardo Bolsonaro, por calúnia na Primeira Turma, como evidências de perseguição política. Para Flávio, as ações visam neutralizar a força eleitoral do bolsonarismo e desgastar o partido diante do eleitorado.
Politicamente, a escalada de acusações tende a aprofundar o atrito entre Poderes e a judicialização da disputa eleitoral, reforçando narrativa de vitimização que a campanha de Bolsonaro pode explorar. A previsão do senador de que o impeachment de ministros será debate 'inevitável' a partir de 2027 indica que a disputa institucional continuará sendo palanque eleitoral, com impacto direto na relação entre Senado, STF e TSE e no clima de polarização nacional.