Em sabatina na TV Globo, o candidato do PL Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro do STF Alexandre de Moraes age como 'articulador' político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Segundo Flávio, Moraes teria sido o responsável por aproximar Lula do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.

Ao comentar o magistrado — relator do inquérito no Supremo que culminou na prisão de Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe — Flávio aproveitou para endossar uma reforma do Judiciário. Criticou 'penduricalhos' orçamentários, citou R$ 24 bilhões por ano e disse que é preciso 'proteger a instituição'. Questionado sobre possíveis envolvimentos do ministro Kássio Nunes Marques no caso do Banco Master, evitou nomeá‑lo, mas afirmou que 'ninguém estaria abaixo da lei'.

Politicamente, a declaração move Moraes do campo técnico para o político, alimentando uma narrativa que associa parte do STF a alinhamentos partidários. Ao defender que o Congresso tenha papel para investigar e eventualmente promover impeachment de ministros, Flávio amplia a pressão institucional sobre a Corte e transforma críticas judiciais em peça central de sua estratégia de campanha.

O efeito prático é direto: a acusação reforça a contestação pública ao Supremo e tende a intensificar o embate entre Poderes, ao mesmo tempo em que busca consolidar apoio entre eleitores críticos à Corte. Resta observar como Congresso, magistrados e o eleitorado reagirão a uma tática que mistura ofensiva retórica com propostas de mudança institucional.