O senador Flávio Bolsonaro (PL) reiterou nesta segunda-feira, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pretende classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas caso chegue à Presidência. A fala retoma a divergência com o governo federal, que considerou a decisão dos Estados Unidos sobre o tema uma afronta à soberania.

No palco da CNI, o pré-candidato apresentou o pacote 'Brasil Sem Medo', com 12 medidas emergenciais de segurança pública. Entre as propostas estão o aumento das penas para o que chamou de 'narcoterroristas' e a promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios para tirar criminosos de circulação. Flávio também citou iniciativas tecnológicas de proteção a mulheres, usadas em São Paulo, como modelo de ação imediata.

A proposta acende alerta político: a intenção de oficializar a classificação feita pelos EUA intensifica o confronto com o Palácio do Planalto e reaperta o eixo segurança nas discussões eleitorais. Além disso, medidas como a expansão massiva do sistema prisional colocam dúvidas sobre a viabilidade orçamentária e sobre a capacidade administrativa de execução em curto prazo.

No plano eleitoral, o endurecimento anunciado busca transformar segurança em peça central da campanha e forçar o debate sobre soberania, coordenação com parceiros internacionais e custos reais das medidas. A iniciativa promete manter pressão sobre o governo e alimentar a polarização que marca o pré‑horário para 2026.