Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (10/9), o candidato do PL à Presidência reagiu à operação da Polícia Federal envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro classificou a ação como injustificada e sustentou que não houve qualquer irregularidade na produção do longa.

Segundo o candidato, a produção foi custeada com investimento privado, observou exigências legais e contou com contratos formais. Flávio afirmou ainda que os aportes foram acompanhados pelo Banco Central, como parte do processo de registro das transações financeiras.

O candidato comparou o episódio a produções sobre outros ex-presidentes, argumentando que filmes anteriores que receberam patrocínio ou verba pública não tiveram desdobramentos semelhantes. Para ele, o episódio tem motivações políticas e parte de uma estratégia para desgastar sua campanha.

Na avaliação do postulante, a operação coincide com uma fase de crescimento de sua candidatura nas pesquisas, o que, segundo ele, explicaria a intensificação de iniciativas que pretendem criar obstáculos à campanha. A declaração reforça a narrativa de que a investigação seria um elemento de disputa política.

Do ponto de vista institucional, a repercussão do caso tende a alimentar debate sobre seletividade e timing de ações de investigação em ano eleitoral. A controvérsia coloca pressão sobre os protagonistas — PF, campanha e atores políticos — e pode ser explorada como tema de campanha nas próximas semanas.