O senador e candidato Flávio Bolsonaro voltou a atacar a cúpula da Polícia Federal ao reagir nas redes sociais ao afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues. Flávio classificou Rodrigues como "pau-mandado" e "cupincha" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e afirmou que a medida de Mendonça teria desarticulado um suposto "grupo especial" ligado ao Palácio.
A retirada de Rodrigues do comando da PF é temporária: o ministro do Supremo André Mendonça determinou o afastamento por 90 dias. A decisão foi confirmada por maioria na Segunda Turma do STF, com os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanhando Mendonça; Gilmar Mendes pediu vista, interrompendo a análise plena do caso.
Mendonça justificou o afastamento como medida preventiva para evitar qualquer interferência nas apurações em curso, citando relatos de monitoramento considerado ilegal por mais de 30 dias e o risco de uso indevido de acessos a sistemas e informações da corporação. A movimentação tem caráter cautelar e mira preservar a normalidade das investigações.
Politicamente, o episódio amplia a tensão entre o governo e setores da PF e acende um novo foco de disputa com o Supremo. A reação pública de Flávio Bolsonaro reforça a narrativa de politização da instituição e coloca pressão sobre a comunicação do Planalto, que passa a ter de gerir a percepção de interferência e de perda de autonomia da Polícia Federal.