Durante o Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, o senador e pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro reafirmou a defesa da manutenção do Bolsa Família. Na avaliação do parlamentar, o programa já se transformou em um direito consolidado das famílias de baixa renda e não pode ser simplesmente extinto — posição que marca uma prudência política diante do peso eleitoral e social do benefício.
Flávio resgatou o debate sobre estabilidade para famílias vulneráveis e relembrou as mudanças adotadas no governo passado, quando o Bolsa Família deu lugar ao Auxílio Brasil. Segundo o Relatório de Programas e Ações do governo federal, cerca de 19 milhões de famílias — aproximadamente 50 milhões de pessoas — recebem atualmente o benefício, número que explica a sensibilidade política de qualquer proposta que implique cortes ou substituições abruptas.
Ao mesmo tempo, o pré-candidato do PL defendeu a criação de mecanismos para reduzir, ao longo do tempo, a dependência das famílias em relação ao auxílio. Trata‑se de uma sinalização de conciliação entre garantia social e agenda de autonomia econômica: propostas de qualificação, estímulo à formalização e políticas que articulem saída gradual do programa foram citadas como caminhos, sem detalhes concretos apresentados no evento.
O pronunciamento tem impacto político direto: reafirma limites para projetos de ajuste fiscal que envolvam cortes de transferência de renda e coloca o PL em posição cautelosa sobre reformas que mexam no núcleo da proteção social. Para a oposição e para o governo, a mensagem também funciona como indicador de que qualquer proposta de enxugamento terá custo político — e exigirá medidas claras para compensar famílias que hoje dependem do benefício.