O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou em Brasília por volta das 14h30 desta quinta-feira (28/5), após viagem aos Estados Unidos marcada pela aproximação com o ex-presidente norte-americano Donald Trump. Apesar de ter convocado previamente a imprensa e apoiadores para acompanhar sua chegada, o parlamentar deixou o aeroporto sem falar com jornalistas.
A recepção foi organizada por aliados políticos e militantes bolsonaristas — entre eles os deputados Hélio Lopes (PL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Domingos Sávio (PL-MG), além do senador Izalci Lucas (PL-DF) — que saudaram a volta de Flávio com bandeiras e cartazes. Nos bastidores do partido, a agenda em Washington foi tratada como um movimento estratégico para consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Segundo relatos da viagem, Flávio conseguiu uma reunião reservada com Trump na Casa Branca. O encontro, factual, oferece ao clã Bolsonaro um instrumento simbólico de projeção internacional — e tende a ser explorado na campanha para obter legitimidade e mobilizar a base. Ainda assim, a falta de posicionamento público na chegada deixa pontos em aberto sobre roteiro político, mensagens e articulações com potenciais aliados.
A operação de desembarque controlado e a opção por não falar com a imprensa revelam uma tentativa de gerir a narrativa em torno do episódio. Para o cenário das eleições de 2026, a movimentação reforça o protagonismo do PL, mas também coloca no radar a reação de adversários e a necessidade de traduzi-la em apoio concreto nas alianças e nas pesquisas — indicadores a serem observados nas próximas semanas.