Em transmissão pelas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estaria 'censurado' por restrições ao uso da internet e que não o vê há quase dois meses, ficando a par do estado do ex-chefe de família apenas por relatos de advogados e visitas. Na live, ele também lembrou o aniversário da facada em Juiz de Fora e disse vestir a mesma camisa como forma de homenagem.
Além de relatos sobre a condição de Jair Bolsonaro, Flávio usou a plataforma para convocar apoiadores aos atos marcados para o 7 de Setembro. Ele reforçou motes contrários ao presidente Lula e ao ministro do STF Alexandre de Moraes, estimulando a pauta 'fora Lula, fora Moraes' e pedindo presença nas ruas. A mensagem funciona como chamado de mobilização política e acende alerta sobre nova fase de confrontos simbólicos entre a base bolsonarista e instituições republicanas.
O senador também mencionou aliados e parentes que estão no exterior — como Eduardo Bolsonaro e o jornalista Allan dos Santos — classificando-os como vítimas de 'perseguição' e projetando uma retórica de responsabilização judicial e política. A promessa de que a 'democracia será resgatada' no ano que vem busca manter coesa a militância, mas ironiza a normalidade institucional que diz pretender restaurar, ao mesmo tempo em que reforça polarização e narrativa de vitimização.
Do ponto de vista político, a live cumpre função dupla: mobilizar a base e marcar a agenda oposicionista com ataques ao Executivo e ao Judiciário. Esse tipo de convocação expõe risco de maior tensão entre Poderes e força aliados do ex-presidente a transformar frustrações judiciais em capital político. Para o campo democrático e para o próprio PL, a estratégia tem custo — ajuda a manter engajamento, mas amplia desgaste e complica a capacidade de ampliar apelo eleitoral além do núcleo duro.