Em motociata realizada em São Gonçalo neste sábado (10/10), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que, caso vença a eleição, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, e projetou a posse para 6 de janeiro de 2027. A manifestação reuniu apoiadores nas ruas e serviu também para celebrar aliados eleitos no Rio de Janeiro.
No discurso, Flávio associou o governo Lula a uma série de indicadores negativos — da segurança à economia — e convocou a base a se mobilizar nas urnas em 25 de outubro. As acusações seguem a linha de campanha de oposição ao PT, reproduzindo críticas já recorrentes em eventos do grupo bolsonarista.
A sugestão pública de que o ex‑presidente teria papel ostensivo na transmissão do cargo reforça o tom familiarizado da candidatura e tende a alimentar críticas sobre personalismo e sucessão dinástica. Politicamente, a imagem projetada pode consolidar entusiasmo da base, mas também oferecer munição a adversários que exploram riscos institucionais e de centralização do poder.
O ato ainda comemorou vitórias locais, como a eleição de Douglas Ruas ao governo do RJ e as bancadas de Carlos Jordy e Carlos Portinho ao Senado, sinais de força regional para a direita fluminense. Para além da celebração, contudo, a declaração sobre a posse acrescenta um elemento simbólico com potencial de repercussão em debates sobre legitimidade e governabilidade.
No curto prazo, a estratégia combina mobilização de rua e narrativa de ruptura com o governo federal. Em termos eleitorais, resta verificar se a retórica de confrontação e o apelo à figura do ex‑presidente ampliam a adesão fora do núcleo fiel ou aprofundam o desgaste junto a eleitores moderados.