Em evento na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, o candidato do PL à Presidência reafirmou que não encerrará programas sociais como o Bolsa Família e que pretende aprimorar a Farmácia Popular, com entregas domiciliares e alertas por celular. A fala foi apresentada como resposta a boatos e tem objetivo claro: neutralizar ataques eleitorais e ampliar o apelo junto a eleitores preocupados com proteção social.

Flávio também destacou medidas pró-mercado — redução de impostos, financiamento mais barato e ênfase em produtividade — e prometeu incentivar empreendedorismo feminino. A combinação entre expansão de benefícios e cortes tributários cria um nó fiscal que o candidato ainda não desfez: manter e ampliar políticas sociais sem explicar fontes de recursos tende a gerar dúvidas entre analistas e eleitores com preocupação fiscal.

Na pauta de segurança, o candidato se alinhou ao governador eleito no Rio, Douglas Ruas, e afirmou que os dois vão combater organizações criminosas atuantes no estado. O posicionamento de linha dura busca capitalizar desgaste com a violência, mas também exige detalhamento operacional e orçamentário — exigir "guerra" ao crime sem plano concreto pode virar arma contra a campanha caso as propostas permaneçam vagas.

No mesmo dia em que criticou a política de subsídios ao diesel do governo atual, Flávio negou intenção de privatizar a Petrobras — resposta a outra narrativa em circulação. O Executivo prorrogou os incentivos ao diesel por 30 dias, o que coloca o tema no centro do debate imediato. Para transformar recados em governabilidade, a campanha precisará explicitar como conciliar proteções sociais ampliadas, cortes de tributos e mais gasto em segurança, sob risco de cobrança de transparência por parte do mercado, do Congresso e do eleitorado.