A Dirección Nacional de Migraciones da Argentina confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou no país na noite de terça-feira (27) pelo Puente Internacional Tancredo Neves, em Puerto Iguazú, e embarcou cerca de 40 minutos depois em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador. O registro oficial aponta que ele viajava acompanhado da mulher e das filhas, com documentação considerada válida pelas autoridades argentinas.
O comunicado migratório detalha horários — entrada às 22h50 e embarque às 23h30 — e informa que o trânsito foi efetuado sem incidentes pela empresa Baires Fly S.A. A nota, porém, não identifica qual documento foi utilizado pelo senador; seus passaportes brasileiros foram cancelados e ele possui passaporte italiano concedido em 2023, informação já divulgada anteriormente.
A confirmação contrasta com versões anteriores: na manhã de terça-feira o Ministério da Segurança argentino e o próprio órgão migratório haviam dito não registrar ingresso de Flávio no país. A sequência de informações divergentes amplia a dúvida sobre a rastreabilidade dos deslocamentos do senador e sobre a capacidade de fiscalização transnacional em casos envolvendo autoridades com dupla cidadania.
Politicamente, a viagem ocorre três dias após a derrota eleitoral no 2º turno e acende alerta para o entorno do senador e do PL. A movimentação deve provocar cobranças sobre o cumprimento da ordem judicial relativa à entrega de passaporte e poderá ser explorada pela oposição como sinal de desgastes institucionais. Autoridades brasileiras ainda não divulgaram posicionamento oficial sobre o caso.