Durante motociata em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, o pré-candidato à Presidência pelo PL afirmou que pretende reduzir "entraves ambientais e burocráticos" para estimular o desenvolvimento do turismo local. Segundo ele, a ideia é destravar investimentos que ampliem a atividade turística, mantendo a preservação ambiental como princípio orientador da ação pública.

A declaração foi proferida em evento que reuniu lideranças do partido — entre elas Alfredo Gaspar, indicado como vice, e candidatos ao Senado e à Câmara pelo Rio — e tem claro viés eleitoral: ao prometer simplificação, a campanha mira ganhos econômicos e imediatos para regiões turísticas, com discurso de eficiência administrativa e estímulo ao emprego e à renda locais.

No entanto, a proposta carrega uma tensão difícil de contornar. Reduzir entraves pode acelerar obras e atrair investimento, mas também levanta dúvidas sobre πως será feita a conciliação entre agilização e garantias técnicas de proteção ambiental. A iniciativa tende a enfrentar questionamentos de órgãos de licenciamento e de setores ambientalistas; sem critérios claros, o discurso de 'destravar' pode ser percebido como fragilização de normas ambientais.

Politicamente, a oferta reforça o eixo do PL em favor da desburocratização e do crescimento, mas também expõe o candidato ao risco de desgaste caso medidas práticas resultem em conflitos institucionais ou em prejuízos ao patrimônio natural. Para a população e para investidores locais, o determinante será o detalhamento técnico: promessas de abertura dependem de regras e fiscalização que tornem compatível desenvolvimento econômico e preservação.