Fontes da Reuters — um aliado próximo do senador e uma autoridade do governo dos Estados Unidos — informaram que Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos nesta terça-feira (27). A saída, segundo apuração, ocorreu depois de o parlamentar não cumprir o prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

A determinação de Moraes integra um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz; ambos negam irregularidades. A agência também apurou que as filhas de Flávio não compareceram às escolas em Brasília, e a defesa do senador não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o suposto embarque.

O episódio complica a situação política do PL e acende alerta sobre o respeito a medidas judiciais por integrantes do grupo bolsonarista. A saída do país, real ou rumor, alimenta comparações com a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro após a eleição de 2022 e amplia desgaste sobre a estratégia de oposição liderada por aliados que chegaram a sugerir que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a disputa presidencial.

Autoridades argentinas e brasileiras investigaram relatos sobre movimentações na fronteira, mas não há registro público que confirme passagem por postos de controle regulares, segundo informação oficial citada. No plano político, o caso tende a gerar pressão sobre o PL para explicações públicas e a fortalecer narrativas de adversários que apontam risco de obstrução ao processo judicial — além de levantar dúvidas sobre se haverá retorno e como o episódio afetará recursos e ações jurídicas futuros.