De acordo com reportagem da BBC e apurações locais, o senador Flávio Bolsonaro teria desembarcado na Flórida após deixar o Brasil — mesmo com determinação judicial que pedia a entrega de seus passaportes. Fontes consultadas informam que, no desembarque, ele encontrou o irmão Eduardo Bolsonaro. A rota usada pelo senador ainda não está totalmente esclarecida.
Fontes da Polícia Federal e aliados afirmaram que Flávio entrou nos EUA com passaporte italiano. Há relatos de que a saída do país pode ter sido coordenada por contatos políticos no exterior; fontes ouvidas mencionaram o nome do senador americano Marco Rubio como interlocutor, segundo apurações locais. A PF chegou a consultar autoridades argentinas sobre deslocamentos possivelmente relacionados ao episódio.
O senador é alvo de dois inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal. Até o momento, não havia pedido de prisão — apenas de apreensão de passaportes —, mas a saída do país e o uso de documento europeu ampliam a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, que recebeu informações sobre o caso. Pessoas próximas ao ministro avaliam que ele pode adotar medidas mais duras, inclusive pedir prisão preventiva ou inclusão em lista internacional.
A expectativa é de que Flávio conceda entrevista e peça asilo político nos EUA, argumentando perseguição. Politicamente, o episódio complica a narrativa bolsonarista pós-eleições e gera custos institucionais: tensiona a relação entre PF e STF, exige posicionamento do Executivo e coloca em cheque a capacidade de resposta da Justiça brasileira diante de deslocamentos internacionais. Moraes terá de decidir rapidamente os próximos passos.