O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira a deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) como candidata à vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU). A apresentação ocorre às vésperas do início das sabatinas na Câmara, previstas para quinta-feira (9), com votação marcada para a terça-feira seguinte (14).
Na coletiva, Flávio justificou a escolha em parte pela necessidade de maior presença feminina em postos de comando e elencou a experiência parlamentar de Soraya como argumento para sua aptidão ao cargo. Segundo ele, o partido pretende 'fazer a sua parte' ao levar um nome com trânsito político para a Corte de Contas.
Vamos buscar unidade entre candidaturas para evitar que a divisão favoreça outros nomes.
Por trás do gesto institucional está uma estratégia explícita: evitar que múltiplas candidaturas no campo governista ou no entorno do Centrão fragmentem votos no plenário. Flávio disse que vai procurar convergência com outros postulantes fora do governo, negando qualquer negociação com o PT, enquanto avaliações nos bastidores apontam tentativa de multiplicar candidaturas para dispersar apoios.
Além de Soraya, já aparecem na disputa nomes como o deputado Elmar Nascimento (União-BA), que busca costurar apoios entre bancadas do Centrão, o deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), com trânsito entre diferentes grupos, e o deputado Odair Cunha (PT-MG), apontado como candidato do governo e apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. A corrida tende a se intensificar até a votação na próxima semana.
A nomeação expõe um teste de coesão política para o PL e seus aliados: se a tentativa de unidade fracassar, o risco é a vitória de um nome alternativo fruto da dispersão. Para o governo, o episódio também vale como termômetro de influência no Congresso — e para a oposição, uma oportunidade de explorar divisões internas e negociar apoio em troca de favores futuros.
Não há acordo com o PT.