O presidenciável do PL Flávio Bolsonaro criticou e ironizou o vazamento de um áudio em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convida o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para um encontro após cerimônia no Palácio do Planalto. A ocasião ocorreu depois da sanção de projetos de combate à violência contra a mulher; imagens mostram o cumprimento entre os dois e deram à cena a impressão de que haveria um contato fora da agenda oficial.

A crítica foi feita durante uma live em que Flávio aparecia tomando café e ridicularizou a cena como sinal de articulações reservadas. O episódio serviu à campanha do PL como peça de desgaste simbólico: sem alegar prova de irregularidade, a imagem reforça um discurso oposicionista sobre proximidade entre o Executivo e instâncias do Judiciário, explorando a percepção pública sobre transparência e independência institucional.

Na mesma transmissão, o candidato aproveitou para repercutir números recentes da Secretaria do Tesouro Nacional: dívida pública de R$ 9,268 trilhões em junho, avanço de R$ 235,7 bilhões nos últimos 30 dias e média de aumento de R$ 7,9 bilhões por dia no período. Ele vinculou o crescimento do endividamento à redução de espaço fiscal e à possível perda de investimentos em obras públicas, especialmente em estados do Nordeste.

Do ponto de vista político, o episódio reúne duas linhas de ataque para a oposição: fragilidade na gestão da percepção institucional e falhas na narrativa econômica do governo. Vazamentos, imagens de interação entre líderes e relatos de deterioração fiscal têm impacto prático na campanha — obrigam respostas do Planalto e alimentam uma agenda crítica que pode ser explorada até as eleições de 2026.