Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (6), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou a lista de senadores apoiados pela sua campanha em cada estado e reafirmou que a construção de uma maioria no Senado é peça central da estratégia eleitoral. Ao lado do coordenador nacional da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), Flávio listou nomes e justificou a movimentação como essencial para garantir governabilidade e aprovar pautas consideradas prioritárias pela coligação.
A campanha informou que apoia 33 candidatos do PL ao Senado, além de nomes de legendas aliadas, e citou o respaldo em 22 palanques estaduais para governos locais. Entre os apoiados anunciados na transmissão estão figuras como Guilherme Derrite (PP-SP), Arthur Lira (PP-AL), Márcio Bittar (PL-AC), Michelle Bolsonaro, Bia Kicis (PL-DF), Deltan Dallagnol (Novo-SP), Felipe Barros (PL-PR), Carlos Portinho (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Marinho afirmou que o objetivo é compor uma maioria com senadores de centro-direita e aliados para facilitar a agenda parlamentar.
A ênfase na composição do Senado tem dois efeitos políticos claros. Primeiro, expõe a tentativa de nacionalizar disputas estaduais para transformar cadeiras senatoriais em suporte da candidatura presidencial — uma aposta que depende da capacidade de converter palanques regionais em votos individuais para o Senado. Segundo, ao vincular a sobrevivência da agenda às majorias no Senado, a campanha reconhece que controle legislativo será determinante em temas institucionais, da eleição da Mesa Diretora a eventuais procedimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal, conforme relatado na transmissão.
A iniciativa do grupo acende alerta sobre risco de maior polarização na disputa pelo Senado e sobre pressões políticas que podem recair sobre candidatos independentes. Para a campanha, a estratégia tem lógica: ampliar a bancada da direita cria ambiente favorável à implementação de propostas. Para opositores e eleitores críticos, a movimentação reforça debate sobre equilíbrio institucional e traduz a disputa nacional em cada eleição estadual — um desfecho que deve intensificar a disputa nas próximas semanas.