A maioria dos entrevistados em levantamento Genial/Quaest não enxerga no senador Flávio Bolsonaro um traço claramente mais moderado em relação ao restante da família. O instituto apurou que 45% rejeitam a avaliação de moderação, enquanto 39% acreditam haver diferença. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 9 e 13 de abril de 2026; margem de erro estimada em dois pontos percentuais (nível de confiança de 95%). Registro BR-09285/2026.

Os números oferecem um diagnóstico político objetivo: a tentativa de reposicionamento do sobrenome Bolsonaro esbarra em percepção persistente junto ao eleitorado. Em termos eleitorais, a dificuldade em dissociar o indivíduo da imagem coletiva traduz-se em teto de crescimento e em obstáculo para atrair eleitores de centro. Do ponto de vista estratégico, o resultado acende alerta para quem aposta em um rebranding rápido como caminho para ampliar apelo nacional.

O mesmo levantamento aponta reflexos para outras forças do campo político. No caso do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), apenas 20% o veem como mais moderado entre pré-candidatos, enquanto 39% discordam e 41% não souberam responder. O alto índice de desconhecimento ou indecisão revela limitação de penetração política e necessidade de definição mais clara de mensagem para ganhar espaço no centro-direita.

A pesquisa também mediu a relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e o PT: há empate técnico entre os que consideram Lula mais moderado que seu partido (42%) e os que vêem semelhança (42%), com 16% sem resposta. No conjunto, o levantamento funciona como um retrato do momento — não uma previsão — e sugere que protagonistas e adversários terão de ajustar narrativa e tática se pretendem alterar percepções enraizadas até 2026.