A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal na investigação sobre o chamado escândalo do Banco Master. Entre os alvos está o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o banqueiro Augusto Lima, controlador do Banco Pleno, também figura na lista de investigados.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nas redes sociais: "Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!". A afirmação reforça a tentativa de transformar a operação em munição política contra o PT e pressiona por uma comissão parlamentar mista de inquérito.
O tom crítico de Flávio, porém, convive com investigações que envolvem seu próprio nome. Áudios revelados pelo Intercept Brasil mostraram pedidos de apoio financeiro de 130 milhões a Daniel Vorcaro, dono do banco, em recursos ligados ao filme "Dark Horse". Para tentar mitigar o impacto, o senador passou a defender a instalação da CPMI e solicitou prestação de contas do investimento citado.
Do ponto de vista político, a mobilização para abrir uma CPMI enquanto se lida com suspeitas pessoais aumenta a exposição do pré-candidato e acende alerta sobre coerência e custo eleitoral. A aposta em transformar o caso em desgaste para o PT pode surtir efeito imediato de narrativa, mas também amplia o escrutínio sobre aliados e adversários e deixa a disputa de 2026 mais vulnerável a investigações e contragolpes.