Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou no Tribunal Superior Eleitoral uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa presidencial formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. Protocolada nesta segunda-feira (28), a peça inclui a primeira-dama Rosângela "Janja" da Silva e a ministra da Cultura Margareth Menezes entre os investigados, alegando desvio de canais oficiais e recursos públicos com finalidade eleitoral.

Segundo a petição, com mais de 40 páginas, a acusação menciona eventos como o ato virtual identificado como "Movimento Cultura com Lula" e o uso de grupos oficiais — entre eles canais de comunicação vinculados ao Ministério — para veicular propaganda. A peça também aponta participação de agentes públicos em mobilizações no período eleitoral e cita um acordo de R$ 12 milhões entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, assunto já alvo de outra representação.

A equipe jurídica do PL sustenta que esses episódios configuram abuso de poder político e econômico e pede a cassação do registro da chapa, além da inelegibilidade dos investigados. O documento requer que o TSE examine provas documentais e de comunicação relacionadas às ações citadas; em termos práticos, uma eventual condenação pode resultar nas sanções previstas na legislação eleitoral, que vão desde multas até a perda de registro.

Do ponto de vista político, o pedido intensifica a pressão sobre o Executivo ao colocar a primeira-dama e uma ministra no centro da disputa, o que pode ampliar desgaste e complicar a narrativa oficial. Procedimentalmente, caberá ao TSE avaliar a admissibilidade da ação, abrir fase de instrução e decidir sobre a suficiência das provas — passos que manterão o caso em foco no calendário político e institucional nas próximas semanas.