O senador Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais um pedido de desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando não ter tido intenção de ofendê‑la e reiterando respeito pelo trabalho dela no PL Mulher. No texto, ele invoca laços familiares — casamento de 16 anos e a condição de pai — para negar que tenha maltratado ou humilhado uma mulher.

A manifestação ocorreu depois de Michelle divulgar vídeos nos quais relata episódios em que se sentiu humilhada por Flávio, citando uma "punhalada" durante articulações do partido e reclamações sobre seu papel nas decisões. Segundo ela, o desentendimento teria ocorrido no contexto das tratativas do PL no Ceará, quando, diz, foi desvalorizada e orientada a se manter afastada das decisões.

Flávio afirma ter tentado um contato pessoal — diz que ligou e deixou mensagem, sem retorno — e manteve convite para reunião com lideranças femininas em Brasília. O senador também ressaltou que suas ações têm o respaldo do pai, Jair Bolsonaro, e relativizou divergências como diferença de estratégia, não de princípios. Em redes, houve ainda tentativas de minimizar o episódio, inclusive com abordagem mais leve durante transmissão para acompanhar partida da seleção.

Do ponto de vista político, a troca pública entre membros da mesma família transforma um conflito interno em problema de imagem para o PL e para a eventual campanha presidencial. O caso levanta dúvidas sobre coesão na base bolsonarista, amplia desgaste junto a eleitoras e cria ruído na narrativa de unidade que o grupo tenta vender rumo a 2026. Mesmo com pedido de desculpas, a disputa expõe fragilidades de comunicação e abre espaço para críticas da oposição e de setores do próprio partido.