O deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa própria após novas acusações envolvendo seu nome em supostos esquemas financeiros com o empresário Vorcaro. Em pronunciamento contundente, o parlamentar afirmou ser vítima de "vazamentos seletivos" orquestrados para prejudicar sua imagem pública e questionou a moralidade do Partido dos Trabalhadores para criticá-lo. "O PT não tem moral para apontar o dedo para ninguém. Enquanto isso, seus líderes estão envolvidos com o Banco Master, com encontros secretos e com práticas que nunca foram devidamente investigadas", declarou.

Flávio esclareceu que não recebeu dinheiro diretamente para a produção de um filme, como chegou a ser veiculado em parte da imprensa. Segundo ele, os recursos vieram de um fundo americano de investimentos, e não de sua conta pessoal ou de fontes ilícitas. O deputado pediu que a Polícia Federal investigue a origem dos vazamentos que ocorreram durante o curso dos inquéritos, sugerindo que há interesses políticos por trás da divulgação seletiva de informações. "A Polícia Federal tem a responsabilidade sobre a custódia de informações em inquéritos. Quem vazou? Por que vazaram apenas o que interessa à narrativa contra mim?", questionou.

"O PT não tem moral para criticar. Enquanto isso, Guido Mantega e Jaques Wagner têm ligações financeiras com o Banco Master, e Lula teve encontros secretos com o empresário Vorcaro. Cadê a investigação?"

O deputado também relembrou que o PT se recusou a assinar a CPMI da "roubaleira dos aposentados", movimento que investigaria desvios de recursos previdenciários. Para Flávio, a omissão do partido é uma tentativa deliberada de proteger aliados envolvidos em esquemas de corrupção. Ao mesmo tempo, citou nominalmente figuras proeminentes do PT — como os ex-ministros Guido Mantega e Jaques Wagner — como tendo ligações financeiras com o Banco Master, instituição que tem sido alvo de reportagens sobre operações suspeitas. "Há um padrão de corrupção no PT que é histórico. Eles não podem agora se fazer de moralistas", afirmou.

O caso Vorcaro, que envolve o empresário em uma série de negociações e encontros com lideranças políticas de diferentes espectros, tornou-se mais um capítulo da guerra de narrativas entre bolsonaristas e petistas. Enquanto Flávio Bolsonaro aponta vazamentos seletivos e perseguição política, o PT utiliza o mesmo caso para tentar associar a família Bolsonaro a práticas ilícitas. A cobertura da mídia também entrou na mira do deputado, que criticou o tratamento diferenciado dado a políticos de diferentes partidos. "Quando é com o Bolsonaro, é manchete nacional. Quando é com o Lula, é enterrado", comparou Flávio, sugerindo que interesses financeiros e editoriais influenciam a cobertura jornalística.

"Sou vítima de vazamentos seletivos que prejudicam minha imagem pública. Não recebi dinheiro diretamente — o recurso veio de um fundo americano para a produção de um filme. Peço cautela na formação de juízos de valor e que a PF investigue a origem desses vazamentos."

O deputado encerrou sua fala defendendo a necessidade de tratamento isonômico por parte das instituições e da imprensa. Para ele, enquanto houver dois pesos e duas medidas no tratamento de casos envolvendo políticos de diferentes partidos, a confiança da população no sistema judiciário e na mídia continuará se deteriorando. "O que eu quero é justiça. Que investiguem todo mundo, não apenas os adversários do PT. Se é para apurar, que se apure de verdade", concluiu.