O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré‑candidato à Presidência, disse nesta segunda‑feira que pretende enfrentar publicamente as acusações de 'rachadinha' durante a pré‑campanha. Em entrevista a um podcast, o parlamentar reiterou que não houve irregularidades de sua parte enquanto foi deputado estadual no Rio de Janeiro.

Flávio afirmou que o ex‑assessor Fabrício Queiroz teria admitido cobrar parte de salários de funcionários, mas sem que ele tivesse conhecimento. Segundo o senador, Queiroz era responsável por parte da equipe encarregada de panfletagem e teria assumido a prática de forma isolada, sem vínculo direto com o mandato do parlamentar.

Nunca fui responsabilizado criminalmente por esse episódio e não tinha conhecimento das supostas cobranças atribuídas ao ex‑assessor.

O senador destacou que mais de 30 assessores tiveram sigilos quebrados nas apurações e que não foram encontradas movimentações entre a sua conta e as de funcionários. Ele também questionou a ausência de delações ou acusações formais ao longo do processo, lembrando decisões de STJ e STF que invalidaram provas utilizadas na investigação.

Do ponto de vista político, a opção por tratar o tema na campanha busca desarmar críticas e devolver iniciativa ao pré‑candidato. Ao mesmo tempo, reabrir o debate pode consumir tempo, recursos e agenda da campanha, além de fornecer munição a adversários que exploram dúvidas sobre integridade e transparência.

No plano institucional, a narrativa de Flávio apoia‑se na fragilidade de provas levantada por cortes superiores e no pedido de arquivamento do Ministério Público em 2022. Resta ao pré‑candidato converter essa linha de defesa em mensagens claras para eleitores e aliados, numa corrida em que a credibilidade e a prestação de contas têm peso crescente.

Se houvesse provas concretas ou delações consistentes, teriam surgido naqueles anos; não houve acusações formais que me vinculassem.