O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou atrás e informou, em vídeo nas redes sociais nesta quarta (14/10), que participará do debate promovido pela Band no próximo domingo (18). A declaração surge após um anúncio anterior de que não compareceria e veio acompanhada de um convite direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva — transformando o encontro em um confronto público entre os dois polos da disputa.

Na gravação, Flávio buscou enquadrar a ida ao palco como oportunidade para desmentir, ao vivo, o que chamou de campanha baseada em medo e mentiras. Ele também cobrou o petista por suposta evasão de debates no primeiro turno, convertendo o episódio em argumento de campanha e em sinal de combatividade para seu eleitorado.

Politicamente, a decisão altera a dinâmica imediata da campanha: força uma resposta do Palácio do Planalto e reduz a margem para articulações de agenda que evitaram o embate direto. Debates ao vivo ampliam riscos e oportunidades para ambos os lados — potencialmente expondo contradições, gerando clipes virais e mudando a pauta da semana. Para o governo, aceitar o confronto pode ajudar a neutralizar narrativas contrárias; para Flávio, é chance de ganhar visibilidade, mas também de enfrentar perguntas sobre seu próprio histórico público.

Com o encontro marcado para as 20h de domingo, o desfecho depende agora de confirmação mútua e das estratégias de produção do evento. Mais do que um protocolo, a ida de Flávio ao debate transforma o que seria mais um programa em um teste direto de capacidade de comunicação e controle de narrativa — e pode acender alerta para ambos os lados às vésperas de fases decisivas da campanha.