O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) enfrentou vaias e protestos nesta sexta‑feira (15/5) ao chegar ao Quartel‑General da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo relatos, manifestantes gritaram “pega ladrão” e “bandido” e exibiram cartazes contra o parlamentar justamente quando a banda da corporação executava uma marcha em homenagem ao senador.

O episódio se dá no calor da repercussão de áudios divulgados pelo site Intercept Brasil que envolveriam Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, com menções ao financiamento do filme Dark Horse. Nos bastidores políticos, aliados já reconhecem que a crise gerada pela divulgação das conversas tem começado a impactar a imagem pública do filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro.

O caso alcançou também o Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma investigação preliminar, sob sigilo, para apurar o suposto uso de emendas parlamentares no financiamento da produção cinematográfica ligada ao bolsonarismo. A representação foi apresentada por parlamentares, entre eles a deputada Tabata Amaral (PSB‑SP). Na sequência, Dino intimou Mário Frias (PL‑SP), Bia Kicis (PL‑DF) e Marcos Pollon (PL‑MS) a prestarem esclarecimentos sobre possíveis repasses de recursos públicos.

O constrangimento público no Quartel‑General e a investigação no STF somam elementos que acendem alerta sobre o custo político para Flávio Bolsonaro. A manifestação expõe desgaste imediato e cria pressão para respostas formais do senador e do partido, ao mesmo tempo em que oferece munição à oposição e complica a narrativa política em torno do potencial papel de Flávio na corrida presidencial de 2026.