Uma aeronave que deixou o Equador com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e familiares segue rumo ao aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, conforme monitoramento em tempo real do site FlightAware, que indica pouso previsto por volta das 10h20 (horário de Brasília). A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou a passagem da família pela fronteira, com travessia pela Ponte Internacional Tancredo Neves por volta das 22h50 de terça-feira.

Segundo apurações da Reuters citadas por fontes, um aliado do senador e uma autoridade norte-americana informaram que Flávio deixou o país. Na noite anterior, ele e as filhas embarcaram em voo privado de Puerto Iguazú para Guayaquil, no Equador; tanto o senador quanto seu entorno afirmam não ter cometido irregularidades. A saída ocorre após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que Flávio entregasse seus passaportes no âmbito de um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo também o advogado Willer Tomaz — ambos negam irregularidades.

A partida contrasta com a declaração pública do senador, que havia dito que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo reeleito. A controvérsia mistura questões judiciais e políticas: o descumprimento do prazo estabelecido pelo ministro do STF para entrega de documentos e a saída para o exterior sinalizam, no mínimo, tensão institucional e ampliam o desgaste político em torno do episódio.

Do ponto de vista prático, a movimentação acende alerta sobre a capacidade de investigação e execução de medidas cautelares quando investigados deixam a jurisdição; politicamente, complica a narrativa de permanência no país e pode ampliar a pressão sobre aliados. A sequência de eventos deve ser monitorada pelo Judiciário e pela diplomacia, enquanto o caso segue em investigação.