Flávio Bolsonaro comemorou neste sábado a retirada do sigilo de documentos ligados à investigação sobre o filme Dark Horse, que retrata a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. O caso é relatado no STF pelo ministro André Mendonça e envolve apurações da Polícia Federal sobre a origem e destino de repasses, com menções ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. O senador admitiu ter procurado Vorcaro por financiamento, negou irregularidades e definiu a divulgação como 'atestado de idoneidade'.
Além de celebrar o episódio, o candidato ao Planalto cobrou do STF a divulgação de outros inquéritos, citando apurações sobre descontos a aposentados e pensionistas do INSS. Flávio também pediu acesso a informações sobre uma reunião que, segundo ele, teria envolvido Vorcaro, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o presidente Lula.
A atitude tem consequência política clara: ao transformar a retirada de sigilo em peça de campanha, Flávio busca neutralizar suspeitas e reforçar uma narrativa de transparência diante do eleitorado conservador. A ênfase no fato de não haver denúncia até o momento é usada como argumento de inocência, enquanto a cobrança pública por mais informações pressiona o Judiciário sobre critérios de publicidade de atos processuais.
No plano institucional, a exigência por 'sigilo zero' eleva a tensão entre campanha e Supremo. A disputa expõe um dilema clássico: a necessidade de transparência pública frente à proteção de investigações em curso. Para 2026, a movimentação tende a alimentar debate sobre limites processuais e sobre como vazamentos ou liberação seletiva de documentos podem impactar narrativas eleitorais.