O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, anunciou nesta quarta que participará do debate da Band agendado para domingo, 18 de outubro, após ter dito na véspera que não compareceria. A mudança de posição ocorre poucas horas depois de o presidente Lula confirmar presença no mesmo confronto, transformando o evento em um embate direto entre os dois nomes na reta final da disputa presidencial.
A Band manteve a data e informou que, caso um dos concorrentes não compareça, o púlpito ficará vazio. A emissora também comunicou que o formato — ainda a ser formalizado com as campanhas e submetido ao TSE — privilegia o confronto direto, com tempo livre para administração dos argumentos. A transmissão terá alcance multiplataforma: Band TV, BandNews, rádios e plataformas digitais.
Do ponto de vista político, o recuo de Flávio desativa a estratégia de evitar o confronto público que vinha sendo sinalizada e reduz o efeito simbólico de um boicote. Ao mesmo tempo, expõe a logística e o cálculo de risco das campanhas: ir ao debate abre espaço para ataque e resposta imediata, mas também pode ser usado como vigoroso palanque mediático. Para a campanha de Lula, a confirmação reforça a disposição de transformar debates em momento de comparação direta de programas.
A disputa do calendário também chamou atenção: a Band adiou o debate inicialmente previsto para 11/10 por conflito de agenda com outra emissora, e a Globo marcou seu encontro tradicional para 23/10. Com os confrontos cada vez mais próximos da eleição, o resultado dos embates ao vivo tende a ser avaliado não apenas por audiência, mas pela capacidade de convencer eleitores indecisos e pela repercussão nas redes e na imprensa — fatores que podem complicar narrativas, exigir ajustes táticos e cobrar resposta das equipes de comunicação.