O senador Flávio Bolsonaro informou nesta sexta-feira que convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser candidata a vice em sua chapa presidencial e que ela aceitou. O anúncio chega após semanas de especulação e coloca oficialmente o nome da ex-ministra do Agro na vaga até então indefinida.
Apesar do acerto entre os dois parlamentares, o Progressistas optou por consulta interna e, pela maioria de seus diretórios, decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência nem convocar convenção nacional. A posição prática do partido é de neutralidade, o que impede por ora a formalização da coligação com o PL.
A conjuntura revela uma tensão política: Tereza Cristina agrega capital político junto ao agronegócio e ao centro, mas a neutralidade do PP expõe divisão interna e limita a capacidade de Flávio de consolidar um bloco mais amplo. Para o pré-candidato, a definição parcial traz vantagem simbólica, mas complica a narrativa de amplitude e pode frear articulações eleitorais.
O desfecho dependerá das deliberações partidárias e das convenções previstas no calendário eleitoral. Fontes da federação que reúne setores do PP indicam que, mesmo que Tereza suba ao palanque de Flávio, a legenda pode manter posição neutra em âmbito nacional — uma solução que posterga decisões e impõe custos políticos à costura da aliança.