O senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira a contratação de Eduardo Fischer, de 69 anos, como consultor estratégico de comunicação da pré-campanha. Fischer assume após a saída de Marcello Lopes, que deixou o cargo no rastro do escândalo envolvendo o Banco Master. A troca ocorre em momento sensível, com a pré-campanha em formação e sob escrutínio pela opinião pública e pela imprensa.
A escolha de um profissional identificado como ex-sócio de Ricardo Justus traz um recado claro: a equipe busca experiência de mercado e know-how em construção de imagem. Em termos práticos, a movimentação visa reorganizar a narrativa pública e dar ritmo à agenda presidencial, ao mesmo tempo em que tenta reduzir o impacto político e comunicacional do caso que motivou a substituição.
Politicamente, a alteração acende alerta para a coordenação da campanha. A saída de um chefe de comunicação em meio a investigação ou escândalo amplia desgaste e força a equipe a acelerar medidas de contenção — desde revisão das peças de comunicação até travamento de pautas sensíveis. Para o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, o desafio é converter a mudança em sinais de profissionalização, não em mais ruído político.
Analistas políticos e aliados devem acompanhar se a contratação se traduzirá em disciplina de mensagens e em respostas eficazes às perguntas sobre reputação e governança. A estratégia de comunicação será testada nas próximas semanas: como a campanha equilibra defesa, retomada de agenda e atração de apoios definirá se a troca de comando será percebida como solução ou apenas movimentação de bastidor.