O senador e candidato pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), interrompeu parte de sua agenda eleitoral nesta terça-feira para acompanhar as discussões no Senado e concedeu coletiva antes de seguir à Comissão de Segurança Pública. Entre os temas, comentou a proposta que prevê o fim da escala 6x1, cuja votação na CCJ está marcada para esta quarta-feira.

Flávio confirmou visita a Felipe Martins, em Ponta Grossa (PR), no próximo sábado, que descreveu como um gesto de solidariedade: “considero que ele é uma das vítimas das recentes perseguições políticas”, afirmou. Na coletiva, voltou a questionar o ministro Alexandre de Moraes e disse que as recentes revelações suscitam questionamentos sobre a permanência do magistrado no STF.

Sobre a reformulação da escala 6x1, o senador defendeu uma alternativa à PEC relatada por Omar Aziz (PSD-AM). Segundo ele, a proposta da bancada aliada, articulada pelo coordenador de campanha Rogério Marinho (PL-RN), daria maior liberdade ao trabalhador para organizar sua jornada, preservando direitos e sem reduzir salários. Flávio declarou apoio a essa iniciativa e disse considerá-la superior ao texto do governo.

Politicamente, a movimentação combina defesa de pauta trabalhista com um gesto simbólico de alinhamento a aliados sob pressão. Flávio rejeitou críticas sobre risco à sua campanha, negando irregularidades e afirmando que seu eleitorado mantém confiança. Ainda assim, a escolha de estreitar laços públicos com figuras controversas e disputar a narrativa da 6x1 pode acender alerta entre moderados e reforçar a resistência da oposição à tramitação rápida da PEC.