Após votar no Rio de Janeiro, o candidato do PL Flávio Bolsonaro declarou, em fala curta restrita pelas regras eleitorais, que está 'mais do que preparado' para presidir o país. Acompanhado da esposa e de deputados do partido, ele criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, fez ressalvas ao Supremo Tribunal Federal e conclamou eleitores a irem às urnas, ainda reforçando temas centrais de sua campanha como impostos, violência contra a mulher e a defesa da liberdade de imprensa.

Flávio atribuiu sua candidatura à necessidade de interromper o que chamou de uso da máquina pública e interferência nas eleições. Ao mesmo tempo em que prometeu garantir liberdade para jornalistas, voltou a alertar sobre possíveis indicações ao STF feitas pelo atual governo e afirmou, sem detalhar propostas institucionais, que isso poderia levar a perseguições políticas. A retórica tende a acender alerta sobre a escalada de tensão entre Executivo e outras instituições, sem, no entanto, apresentar modelo claro de gestão dessa relação.

Na reta final, o candidato sustentou que pesquisas internas da campanha apontam crescimento e a possibilidade de vitória já no primeiro turno. A estratégia explícita é canalizar o chamado voto útil do eleitorado de direita, buscando reduzir a fragmentação entre eleitores de nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Tratam-se de informações de uso interno da campanha; não há nesse relato números públicos que confirmem o avanço, o que transforma a declaração em instrumento de mobilização eleitoral mais do que em retrato verificável do cenário.

Politicamente, as declarações servem a dois objetivos imediatos: energizar a base e tentar deslocar indecisos e eleitores de candidatos afins para uma candidatura única no campo conservador. Ao mesmo tempo, a ênfase em confrontos com o STF e a imprensa pode complicar a narrativa institucional e gerar custos políticos caso a confrontação se intensifique. Flávio seguirá a Brasília para acompanhar a apuração e prometeu um pronunciamento após a divulgação dos resultados.