Em transmissão ao vivo neste sábado (3/10), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que, se eleito, não disputará a reeleição. Afirmou que não busca permanência no poder e lembrou ter apresentado uma proposta de emenda constitucional para acabar com a reeleição, resumindo sua ambição à ocupação de "um mandato".

A fala chegou acompanhada de ataques a adversários e instituições. Flávio criticou o ex-presidente Lula, alegando que promessas petistas anteriores não foram cumpridas, e voltou a reclamar do cancelamento do debate da TV Globo, atribuindo a decisão — em sua versão — à intervenção de ministros do Supremo. São afirmações que o candidato repetiu como peça central de sua narrativa de confronto.

Mais cedo, durante motociata em São Paulo, ele também atacou o papel do STF e acusou ministros de atuação parcial. Ao qualificar a Corte e apontar uma suposta captura do Congresso pelo governo e pelo Judiciário, Flávio reforça uma retórica institucionalmente confrontadora que vem sendo explorada pelo PL na campanha.

Do ponto de vista político, a declaração tem efeitos estratégicos claros: ao se apresentar como candidato sem interesse em perpetuação, tenta neutralizar críticas sobre personalismo e recalibrar apelo eleitoral. Ao mesmo tempo, a escalada retórica contra o STF e o governo pode complicar a narrativa oficial, levantar dúvidas sobre a relação entre Poderes e acender alerta sobre aumento de tensão institucional no período pré-eleitoral.