O pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro afirmou, em evento em Juiz de Fora nesta quarta-feira, que pesquisas recentes o colocam à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais em um eventual segundo turno. Segundo ele, um dos levantamentos mostra três pontos de vantagem no estado — argumento usado para qualificar o desempenho da campanha como "excepcional" e ressaltar a importância de Minas como termômetro eleitoral.

No palanque, Flávio insistiu na crítica ao governo federal, atribuindo ao Executivo responsabilidade pelo que descreveu como desorganização do país, e acusou o adversário de buscar ganhos por meio de ações do Judiciário e da Polícia Federal. Ele também avaliou o 7 de Setembro como uma demonstração de apoio popular e reafirmou a intenção de vencer nas urnas.

O senador cobrou uma reação imediata do presidente do STF, Edson Fachin: pediu a suspensão de uma liminar concedida pelo ministro Flávio Dino e a convocação de sessão plenária para discutir o tema. Sobre a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, disse não ser parte no processo, mas reiterou críticas a Dino, a quem acusou de atuar em defesa de interesses ligados ao governo Lula.

Do ponto de vista político, a declaração tem dupla finalidade: energizar a base com a narrativa de crescimento e pressionar instituições que o candidato vê como atuantes no pleito. Se confirmada por levantamentos independentes, vantagem em Minas representaria sinal relevante para o quadro nacional; se infundada, pode expor a campanha a desgaste por expectativa não correspondida. De todo modo, a investida pública contra o STF tende a intensificar a tensão institucional na reta de 2026.