Em Brasília, na terça-feira (19/5), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos aportados pelo banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme Dark Horse — inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro — serão destacados e colocados à disposição das autoridades caso a obra gere retorno financeiro. A declaração ocorreu em coletiva depois de uma reunião do PL convocada em meio à crise envolvendo o proprietário do Banco Master.

O senador disse ter solicitado formalmente à produtora responsável e ao fundo que gerencia o investimento uma prestação de contas detalhada de todas as despesas, com prazo de 30 dias. Segundo Flávio, a separação dos valores visa dar transparência ao caso e garantir que, se houver receita, o montante aplicado possa ser identificado e usado pelas autoridades que julgarem necessário.

A movimentação busca conter o desgaste político provocado pela associação entre um empresário em dificuldades e projetos ligados a figuras públicas. Embora a reserva dos recursos possa facilitar decisões judiciais ou fiscais futuras, a medida não elimina a necessidade de investigação e auditoria independentes sobre origem, condições e eventuais irregularidades nos aportes.

Para o PL e para o próprio senador, a exigência de prestação de contas funciona como um instrumento de gestão de crise: tenta mostrar cooperação com autoridades e reduzir suspeitas. Resta, porém, saber se o detalhamento pedido será suficiente para responder às dúvidas públicas sobre o relacionamento financeiro entre o financiador e a produção que envolve o nome do ex-presidente.