Levantamento no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) lideram as doações de pessoas físicas para a corrida presidencial. Flávio aparece com R$ 2.555.530 recebidos desse grupo, cerca de R$ 30 mil a mais que Caiado, que soma R$ 2.525.000 — diferença pequena, mas simbolicamente relevante numa disputa renhida.
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, recebeu R$ 1 milhão em doações de pessoas físicas. Outros nomes da lista são Romeu Zema (Novo) com R$ 300 mil, Renan Santos (Missão) com R$ 261 mil e Augusto Cury (Avante) com R$ 112 mil. No caso de Cury, parte do montante vem de recurso próprio: ele mesmo destinou R$ 350 mil à campanha. Renan Santos teve os menores valores nessa categoria, abaixo de R$ 50 mil por doador.
Os dados ressaltam a concentração das doações: o maior aporte individual registrado veio de Carlos Eduardo Ferraz de Matos, empresário dono de cartório em Taguatinga (DF), que destinou R$ 2,3 milhões para a campanha de Caiado. Outra operação relevante foi do empresário Erasmo Carlos Battistella, que aportou R$ 500 mil para Flávio e outros R$ 500 mil para Lula, somando R$ 1 milhão distribuído entre ambos.
Além das doações de pessoas físicas, os partidos exercem papel decisivo. O PL repassou R$ 53,5 milhões a Flávio e o PT R$ 40,1 milhões a Lula; o PSD destina R$ 6,9 milhões a Caiado. No total, Flávio lidera em recursos totais com R$ 56,1 milhões, seguido por Lula com R$ 41,3 milhões. Esses números acendem alerta sobre a dependência de campanhas em grandes doadores e sobre a centralidade dos recursos partidários — fatores que influenciam estratégia, narrativa e riscos políticos, sem alterar que o panorama representa um retrato momentâneo do financiamento registrado no TSE.