Os dois principais adversários da corrida ao Planalto definiram o calendário que dá início formal à campanha. O PL confirmou a convenção nacional de Flávio Bolsonaro para 25 de julho; o PT agendou o ato que chancelará a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva para 2 de agosto. As datas transformam sinais em fato político: a disputa entra em fase pública e organizada.

Além de oficializar nomes e vice, as convenções são pré‑requisito para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, etapa que formaliza a participação nas urnas. Ao marcar as datas, as bancadas partidárias e as coordenações de campanha passam a trabalhar com prazos definidos para logística, captação de recursos e composição de coligações.

Politicamente, a antecipação dos atos encurta a janela para ajustes táticos e negociações de última hora. A oficialização cria pontos de pressão: alianças ficam mais difíceis de costurar fora do calendário, e temas de campanha precisam ganhar forma com urgência. Para o governo e a oposição, as datas são também um sinal sobre prioridades estratégicas e capacidade de mobilização.

A disputa entra agora em estágio público mais intenso. As convenções não preveem resultado eleitoral, mas moldam narrativa e agenda: quem conseguir transformar o ato em demonstração de força terá vantagem simbólica, enquanto erros de organização ou sinais contraditórios podem gerar custo político nos meses seguintes.