O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nas redes sociais que lamentou não poder acompanhar a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026 ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A visita ocorreu na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
As regras que disciplinam a prisão domiciliar — visitas somente às quartas-feiras e aos sábados, entre 11h e 13h, com prévia autorização do ministro Alexandre de Moraes — impediram que pai e filho assistissem juntos ao jogo, marcado para as 19h em Nova Jersey. Flávio disse que o pai 'está aqui na torcida', mas não pôde ver a partida com ele.
A prisão domiciliar humanitária foi concedida por Moraes em março, por 90 dias, após internamentos hospitalares. Bolsonaro cumpre pena depois de ser condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Relatórios médicos enviados ao STF registram piora no quadro — episódios de soluço e necessidade de doses elevadas de medicamentos — e são citados como motivo para a provável renovação da medida.
O episódio tem peso político e simbólico: restringe a visibilidade pública de encontros familiares que o núcleo bolsonarista explora para demonstrar unidade e solidariedade, e complica a estratégia do partido às vésperas de uma disputa nacional. Ao mesmo tempo, evidencia a centralidade do Judiciário no manejo das condições da pena e o impacto das limitações médicas e processuais sobre a agenda do PL.