O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a negar, nesta sexta-feira (25/9), que apoie qualquer iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação, que começou a circular nas redes sociais na quarta-feira (23/9) e chegou a ser mencionada em um programa de televisão, foi classificada por ele como falsa.

Evangélico, Flávio afirmou respeitar todas as religiões e ressaltou que o Estado não deve intervir na condução interna das igrejas. Na mesma fala, o candidato criticou uma declaração recente do presidente Lula sobre o celibato clerical, retomando a disputa por espaço e credibilidade junto ao eleitorado religioso — segmento sensível em ano eleitoral.

O episódio ilustra dois vetores políticos: o peso das redes sociais na circulação rápida de boatos e a centralidade do tema religioso na campanha. Mesmo sem comprovantes de que o boato tenha origem em apoiadores formais, a controvérsia expõe risco de contaminação da agenda pública e exige reação da campanha para conter narrativas que possam desgastar ou confundir eleitores.

Para a oposição e para o próprio PL, a repercussão impõe custo de agenda: há necessidade de desmentidos rápidos e trabalho de checagem para neutralizar a peça de comunicação virulenta. Em um cenário já marcado por polarização, episódios assim tendem a acirrar disputas simbólicas que reverberam na mobilização de igrejas e comunidades religiosas.