O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optou por permanecer em Brasília nesta semana e participa, nesta terça-feira (1º/9), da reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado que analisa a PEC enviada pelo governo. A permanência ocorre enquanto o Congresso funciona em esquema de esforço concentrado para aprovar e apensar pautas relevantes.

Aliados informaram ao Correio que a decisão tem motivo prático: duas PECs sobre a escala 6x1, uma do Executivo e outra da oposição, estão em movimento. O texto do senador Rogério (PL-RN), que coordena a campanha do '01', já está na CCJ, e há interesse em fazer as propostas andarem em paralelo para neutralizar a iniciativa do governo.

A estratégia, segundo correligionários, é manter o relatório governista confinado à CCJ e obstruir sua ida ao Plenário antes do primeiro turno das eleições. Para a campanha, isso impediria que o avanço legislativo fosse contabilizado como vitória política do Planalto num momento sensível da disputa eleitoral.

Do ponto de vista político, a manobra acende alerta para o governo e amplia o confronto institucional na véspera da campanha eleitoral. Mantê-lo em Brasília representa um cálculo: sacrificar agendas de rua em prol de controle parlamentar. Resta ver se a tática surtirá efeito sem gerar desgaste adicional para o próprio candidato.