Flávio Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira a escolha de Flávio Roscoe como candidato do PL ao governo de Minas Gerais. Empresário e ex‑presidente da Fiemg, Roscoe foi apresentado como alternativa para montar um palanque próprio no estado, depois de meses de indefinição sobre o nome local do bolsonarismo.

A movimentação surge após sucessivos recuos do senador Cleitinho Azevedo, que chegou a liderar pesquisas de intenção de voto, e do veto do Republicanos à sua postulação. O episódio revela desgaste interno e uma perda da opção mais competitiva que o campo que apoia o ex‑presidente teria em Minas.

Politicamente, a substituição tem efeitos claros: o PL assume um nome com perfil empresarial, mas sem o apelo eleitoral que Cleitinho demonstrava nas sondagens — o que pode obrigar a campanha a realocar recursos, buscar alianças e reajustar a narrativa local. Roscoe manifestou esperança de que Cleitinho se some ao palanque, mas a costura depende de negociações que ainda não foram formalizadas.

Filiação ao PL em março e trajetória na indústria colocam Roscoe numa aposta por um perfil técnico e de elite empresarial para representar o projeto bolsonarista em Minas. Resta saber se essa opção será suficiente para competir num cenário onde historicamente alianças e nomes com penetração regional pesam mais.