Flávio Bolsonaro (PL) e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajaram a Goiânia nesta terça-feira para um encontro com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) que, segundo a campanha de Flávio, tem sinalizado positivamente. A agenda, inicialmente marcada para segunda, foi adiada e agora deve formalizar a adesão de Caiado ao palanque do PL no segundo turno.
A iniciativa obedece a uma lógica óbvia de transferência de votos: Caiado teve apenas 2,18% dos votos válidos no país, mas alcançou 12,33% em Goiás — onde Flávio somou 53,60% contra 31,06% de Lula. É exatamente essa votação regional que a campanha do PL busca incorporar para consolidar vantagem no Centro-Oeste e dar densidade ao discurso de união da direita.
Tarcísio tem atuado de forma direta após a reeleição em São Paulo, oferecendo estrutura da campanha e participando de negociações com partidos e líderes que ainda não definiram posição para o segundo turno. A presença do governador paulista serve para sinalizar tentativa de montagem de uma frente mais ampla em torno de Flávio, com objetivo prático de reduzir indecisos e somar lideranças locais.
Na dimensão política, a formalização do apoio teria impacto mais simbólico do que numérico no plano nacional: a força real de Caiado está localizada em Goiás, e sua migração para o PL dificilmente alterará o quadro fora do estado. Ainda assim, a costura amplia o arco de alianças de Flávio, pressiona outros dirigentes regionais a declararem voto e dá ao candidato um argumento de unidade na reta final do segundo turno.