O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, visitou neste sábado (5/9) o ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins, preso na cadeia pública de Ponta Grossa. Martins cumpre pena de 21 anos aplicada pela Primeira Turma do STF em processo relatado por Alexandre de Moraes. A comitiva incluiu o candidato ao governo do Paraná Sérgio Moro, a candidata Aline Sleutjes, o candidato ao Senado Filipe Barros e o advogado Jeffrey Chiquini.

Ao deixar a unidade prisional, Flávio classificou a condenação como injusta e repetiu que a peça central do processo, uma minuta de contrato atribuída a Martins, jamais teria existido, na sua visão. O senador também afirmou que há indícios de edição de documentos envolvendo o ministro Moraes e citou conversas relacionadas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — alegações apresentadas como tese de defesa, não como fato comprovado.

A visita tem claro viés político: além de prestar solidariedade, serviu para transformar a condenação em instrumento da campanha. O gesto amplia a ofensiva contra Moraes e busca nacionalizar o episódio, pressionando o tribunal e alimentando a narrativa de perseguição. Para além do espetáculo público, a tática pode aumentar a polarização em torno do Judiciário e complicar a agenda institucional às vésperas de 2026.

No planalto da defesa, aliados afirmam que o caso expõe fragilidades no processo; críticos apontam que o ataque público ao relator do processo tende a aprofundar desgaste institucional. A visita durou cerca de uma hora e meia. Martins permanece recolhido enquanto decisões sobre eventuais recursos e efeitos da condenação seguem em tramitação.