O senador Flávio Bolsonaro (PL) embarcou em voo com destino aos Estados Unidos usando passaporte italiano, segundo apuração da Polícia Federal. Fontes consultadas informaram que a cidadania italiana foi reconhecida em 2023 e que os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro também tiveram a nacionalidade confirmada por autoridades diplomáticas.
A rotina da saída foi investigada em caráter relâmpago pela PF. De acordo com o material obtido, o passaporte italiano será apresentado à entrada nos EUA — documento que, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, deveria ter sido entregue à Polícia Federal. Fontes relatam que Flávio pretende alegar perseguição política e solicitar asilo ao governo de Donald Trump; a PF também apura possível envolvimento de autoridades americanas no plano de saída.
O episódio tem reflexos imediatos no plano jurídico: Flávio é alvo de dois inquéritos no STF. Até agora havia pedido apenas de apreensão dos passaportes, não de prisão. Ainda assim, interlocutores próximos a Moraes avaliam que a situação pode levar o ministro a decretar prisão e a pedir inclusão do senador em listas internacionais policias — um desdobramento que ampliaria o custo político para o clã Bolsonaro.
Politicamente, a movimentação complica a narrativa de perseguição que a família tem usado e amplia desgaste institucional, ao colocar em xeque a eficácia das medidas cautelares do STF. A decisão sobre medidas coercitivas fica a cargo de Alexandre de Moraes; cabe à PF e ao Judiciário agora coordenar passos que terão impacto jurídico e diplomático.