O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou nesta quarta-feira (9/9) um ato de campanha em Juiz de Fora, exatamente no ponto em que seu pai, Jair Bolsonaro, foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018. Antes do evento, o senador disse que concluiria o itinerário que havia sido interrompido pelo ataque e enalteceu o local como um marco simbólico na história da família.
O gesto tem leitura política clara: transformar um episódio traumático em elemento central da campanha é uma forma de reforçar identidade, mobilizar apoiadores e manter viva a narrativa de resistência que marcou a trajetória pública do ex-presidente. O próprio tom do evento privilegiou a simbologia sobre debates programáticos, em linha com estratégias já observadas em atos anteriores do grupo político.
A ação também levanta questionamentos sobre o uso de memória de violência como instrumento eleitoral. Para aliados, o ato pode reenergizar a base e consolidar a imagem do clã; para críticos, reacender o episódio significa retorno à política do ressentimento, com baixo espaço para propostas concretas. Politicamente, trata-se de um movimento que busca concentrar atenção e angular a pré-campanha em torno de uma história pessoal e emocional.
O episódio reforça a centralidade do nome Bolsonaro na estratégia do PL para 2026, ao mesmo tempo em que evidencia como a disputa política recorre a símbolos e lembranças traumáticas para moldar a narrativa pública. Reportagem contou com auxílio de ferramenta de IA sob supervisão editorial humana.